segunda-feira, 12 de abril de 2010

É tudo muito pirotécnico.

Não vou escrever romances.
Não vou escrever poesia.
Dispenso todas as nuances,
Vou ser breve e sem ironia.

O velho soneto eterno,
Os alexandrinos e os heróicos;
Definham num mundo moderno,
Consumidos por efeitos pirotécnicos.

Vou ser sincero:
vão tarde
Com toda sua pompa; E seu esmero
No charco agora arde.

Vou ser curto e grosso:
Poesia é o caralho.

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