Não vou escrever romances.
Não vou escrever poesia.
Dispenso todas as nuances,
Vou ser breve e sem ironia.
O velho soneto eterno,
Os alexandrinos e os heróicos;
Definham num mundo moderno,
Consumidos por efeitos pirotécnicos.
Vou ser sincero:
Já vão tarde
Com toda sua pompa; E seu esmero
No charco agora arde.
Vou ser curto e grosso:
Poesia é o caralho.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
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